
Uma moeda social complementar não substitui o euro. Circula ao lado dele, dentro de uma rede fechada de comerciantes e produtores, com um objetivo simples: impedir que o dinheiro gasto localmente saia imediatamente do território.
Como funciona a Dubem
Um euro entra na rede e converte-se em Dubens. Esses Dubens só são aceites por parceiros aderentes — comércio local, produtores, artesãos, serviços. Existem em cartão virtual, cédula em papel reciclável e moedas em cortiça, com denominações de 1, 5, 10, 20, 50 e 100 Dubens.
Também funcionam como recompensa: ações de voluntariado, recolha seletiva ou participação comunitária convertem-se em Dubens, que voltam ao comércio local.
Referências internacionais
Banco Palmas (Brasil): mais de 100 bancos comunitários inspirados no modelo, consumo local a subir de 20% para 93%. Bristol Pound (Reino Unido): moeda municipal aceite em impostos locais. Preston Model: compras públicas redirecionadas para fornecedores da região, com aumento comprovado do emprego local.
O que uma autarquia ganha
Um instrumento de política pública mensurável. Cada transação em moeda social é um dado: quanto circulou, onde, entre que setores. Isso alimenta relatórios de impacto ESG e candidaturas a fundos europeus com números reais.
Leituras relacionadas: economia solidária e entreajuda, investimento de impacto em economia social e a página da moeda Dubem.
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