
Uma feira bonita não resolve o problema económico de uma freguesia. O que resolve é ter pessoas capacitadas a vender, um canal onde vender e um sistema que mantenha o dinheiro a circular na região.
Fase 1 · Antes: diagnóstico e capacitação
Levantamento feito com a câmara — problemática local, ODS prioritários, iniciativas já em curso. Depois, formação de empreendedores locais em gestão, preço, vendas e economia circular. Sem esta fase, a ativação gera movimento e não gera renda.
Fase 2 · Durante: ativação e geração de renda
A EcoFeira funciona como praça de venda direta para quem foi formado, com a moeda social Dubem a circular no território, workshops contínuos e recolha de indicadores em tempo real: vendas, participação, satisfação.
Fase 3 · Depois: legado permanente
A Loja Colaborativa e Comunitária é um espaço físico aberto todo o ano, com núcleo local de embaixadores e mentoria continuada. É o que permite a uma autarquia mostrar resultado no relatório de mandato, e não apenas fotografias de um fim de semana.
O que a câmara precisa de disponibilizar
Espaço público licenciado, estrutura logística básica, apoio ao licenciamento e co-comunicação institucional. O resto — curadoria, formação, operação e reporte — vem com a rede.
Leituras relacionadas: economia circular no território, o que muda numa feira sustentável e investir em economia social em Portugal.
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