
O investimento de impacto deixou de ser um nicho. Em Portugal, o PRR e o Portugal 2030 colocaram verbas específicas para coesão territorial, economia circular e inclusão — e as câmaras municipais são hoje o principal ponto de entrada desse dinheiro no terreno.
O que distingue um projeto financiável
Três coisas: dados de base sobre o território, indicadores mensuráveis por fase e um legado que continua depois do financiamento acabar. Projetos que entregam apenas um evento pontual raramente passam da primeira avaliação.
A Rede Du Bem trabalha com um diagnóstico prévio feito com a câmara, formação de empreendedores locais antes de qualquer ativação e uma Loja Colaborativa permanente como legado. Isso transforma um evento numa infraestrutura económica local.
Indicadores que os financiadores pedem
Número de empreendedores formados e ativos seis meses depois; volume de vendas gerado no território; participação de públicos vulneráveis; resíduos desviados de aterro; alinhamento explícito com os ODS da Agenda 2030 — no nosso caso, 14 dos 17 com evidência auditável.
Moeda social como motor de retenção
A moeda social Dubem só circula dentro da rede. Cada euro convertido fica no comércio local em vez de sair do território. É o mesmo princípio do Banco Palmas, no Brasil, que fez subir o consumo local de 20% para 93%, e do Preston Model, no Reino Unido, que redirecionou compras públicas para fornecedores da região.
Para quem investe, isto significa um multiplicador local mensurável — e não apenas uma boa história para o relatório de sustentabilidade.
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